4 de set de 2011

Jornalista paraibano NONATO NUNES- " Além dos FATOS "


BANDA TEIMOSA: "CORRUPÇÃO E DOR" EXPRESSA O QUE O SOMOS

Sob o regime Stalulista
Por NONATO NUNES/PROTEXTO

E lá se vão dez anos de “regime stalulista”. Com ele aprendemos, em uma década, que nada é tão ruim que não possa piorar. E, didaticamente, aprendemos que corrupção é um “negócio de governo”. E foi essa “didática da esperteza” que potencializou, num povo habituado a cultuar a malandragem, os antigos vícios da classe dirigente. E, lembrando o genial Cazuza, vemos “O futuro repetir o passado” (O tempo não para). Aprendemos também que “mobilidade social” é tão-somente pular de uma miséria para outra.

Em dez anos vivemos um acentuado processo de desconstrução de todos os edifícios mais elementares da moral e da ética. Acentuaram-se os saques aos cofres públicos, e, paralelo a isso, as investidas contra uma Imprensa que, por ventura, possa “manchar a honra” dos saqueadores. Para o regime stalulista nada é o que parece ser, e a corrupção não teria existência real. Assim sendo, improvável. Para o “novo regime” a corrupção não passa de imagens holográficas produzidas por hábeis “construtores de ilusões”. Compramos tal ideia e corroboramos isso nas últimas eleições. Ora, nunca na história deste país se teve um governo com um índice tão alto de aprovação popular. E de quebra ainda elegemos quem ele quis. Aprovação total. E toda corrupção será perdoada...

Mas o regime stalulista nos ensinou mais. Nas escolas o professor convive com delinquentes e as notas são dadas de acordo com o grau de periculosidade do aluno. Quanto mais perigoso, maior a nota. E assim teremos um país de “doutores do crime” devidamente “letrados”, os quais terão todo o nosso “respeito” (claro, pois no futuro poderão ser os nossos representantes em alguma casa legislativa do país). No quesito “segurança”, também inovamos. Agora é o cidadão quem precisa de “habeas corpus” para se locomover de um lugar para o outro. E a quem ele deve pedir isso? Ora, ao primeiro que disponha de um trabuco qualquer... O regime stalulista também trouxe novidades na área de saúde. Agora os hospitais públicos também servem de mortuárias. Se for muito pobre, o morto terá de conduzir o próprio caixão caso não tenha ninguém por ele. Eu, hem!

E essas inovações, claro, irão produzir novos benefícios. Como disse o guru da “petelada”, “oito meses é muito pouco” para quem vai ficar no poder por oito anos. Por um momento achei que o mandato daquela senhora era de apenas quatro anos (claro, com a ameaça da reeleição).

Mas, como já foi dito, quando se trata dessa gente, nada é o que realmente parece ser...

Um abraço e até a próxima.

NONATO NUNES/PROTEXTO

0 comentários:

Postar um comentário

Os comentários não refletem necessariamente a Opinião da editora do blog "PONTO DE VISTA".

  © Blogger templates Newspaper III by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP