20 de dez de 2011

Artigo do Capitão Pimentel:"Os Militares na sola dos pés dos comuno-petistas"


Os militares na sola dos pés dos comuno-petistas

Por José Geraldo Pimentel

Capitão Ref. EB


Esta manhã, com este título, escrevi um texto em que externava a minha revolta contra aqueles que numa posição de chefia, esquecem dos seus deveres funcionais. Abandonam os seus soldados que foram à luta para defender o país, quando era ameaçado pelo credo de uma nação que professava o comunismo, e pretendia espalhar o seu domínio mundo a fora. Esses bravos heróis foram esquecidos, e hoje quando procuram o Exército, o comandante diz explicitamente:

‘O Exército não vai fazer nada!’.


Os perdedores de ontem, ante a indiferença das autoridades militares, tentam reescrever a história. E planejam justiçar os militares que os derrotaram na luta fratricida dos anos 64 / 85.
No texto dizia que a partir da ante-véspera do Natal passaria a postar no site as fotos e a intolerância, esquecimento e maldade de muitos dos que ocupam ou ocuparam cargos de relevância dentro das Forças Armadas e nada fizeram pela tropa, ou simplesmente se insinuaram, mais não tiveram peito para ir adiante. E hoje renegam os seus companheiros Misteriosamente o texto desapareceu da tela, quando estava praticamente pronto. Refiz o texto como está sendo agora apresentado.
A falta de atitude é um artifício usado pelos que, por natureza, são covardes, e preferem deixar as coisas como estão, imaginando que podem se ver livre das responsabilidades pelo fato de não estar à frente daquela função de liderança. É o caso explicito dos atuais comandantes militares que se esquivam de seus deveres funcionais, na suposição de que o ônus da omissão possa cair sobre o ministro da Defesa.


- O ministro da Defesa está vendo esta questão. Vamos aguardar.


Mas não é bem assim. O chefe militar deve assessorar corretamente o ministro da Defesa. Os problemas devem ser formulados e entregues praticamente prontos para a análise do ministro. O que vemos é um terceiro personagem introduzido na cadeia de comando, resolvendo problemas que por direito são missões únicas do comandante da Força. E aí temos um ex guerrilheiro, traidor de seu grupo na Guerrilha do Araguaia, e processado no Supremo Tribunal Federal por crime do chamado ‘mensalão’, representando as Forças Armadas junto ao Congresso Nacional. Uma inversão total de valores. Admitir tamanho disparate, é dar testemunho que perdeu a dignidade.

Os comandantes militares, neste aspecto estão no rés do chão. Merecem tanto respeito de seus subordinados quanto se tem por um marginal que é flagrado assaltando uma velhinha e é seguro pela multidão e praticamente linchado, sem que apareça alguém para socorrê-lo, senão um policial que passa casualmente pelo local. Eu não interferia para socorrer o marginal. Não faria parte da multidão que o estivesse lixando, mas não teria a menor piedade pelo infeliz. É assim que vejo as nossas autoridades sendo linchadas moralmente pelo baixo conceito junto à tropa.


Ela as amaldiçoam, diante de tanta covardia, pusilanimidade, omissão e falta de decoro militar.
Os chefes militares pensam que estão desempenhando corretamente seus papeis de comandantes militares. Ledo engano. Permitir que a instituição militar chegue a um nível de sucateamento do seu matéria bélico, e deixar ao Deus dará a tropa em situação de penúria, vendo milhares de militares passando dificuldades financeiras, sem perspectivas de uma melhora mais imediata; é de causar tristeza.


Postergar a solução dos problemas, imaginando que está ajudando o governo, que se diz sem folga nas finanças para atender aos pleitos de reajustes salariais de funcionários, embora esbanjem em outras áreas, cobrindo desmandos de gestões fraudulentas de ministros perdulários, e cedendo empréstimos a perder de vista para empresários irresponsáveis, ou mandando dinheiro para fora do país, emprestando a governantes de países amigos, bancando obras no exterior com o dinheiro do BNDES, e, até, ajudando ao FMI, por pura vaidade, não faz sentido. É querer se passar por compreensível, à custa do sofrimento de milhares de colegas, a quem, realmente, têm o dever de assistir.


- Nesta hora de arrocho geral, as FFAA têm o dever de cooperar! Imaginam.
Eximir-se das responsabilidades é fácil. Difícil é assumir por inteiro as suas funções!
Como dizia no inicio deste texto, imaginei que mostrando as caras desses pseudos chefes militares, estaria exorcizando os meus demônios. Mas não será necessário. Estas pústulas estão aí mesmo, sendo vistas e reverenciadas com continências, formaturas e discursos sem sentido, que só calam bem nos ouvidos dos conscritos, que incorporados, sonham com um aprendizado na tropa, que poderá lhes servir quando derem baixa.


Mas caem na real quando passados alguns meses o expediente começa após as 12 horas, ou se encerra no final do primeiro expediente, por economia de rancho. E o soldadinho volta para casa mais cedo, ou sai para o quartel já feita a refeição do almoço. Exercícios limitados, poucas idas ao estande de tiro, e um sonho que não conseguiu realizar. São frustrações como estas que têm desviado muitos jovens do bom caminho, e os introduzirem na criminalidade.


Às vezes ao passar por Maria da Graça, vejo dezenas de jovens em plena luz do dia, sob um sol escaldante das 14 horas, atirados nas calçadas, drogados, pedindo à Deus para não acordarem nunca mais. O desespero acontece quando o estômago não segura mais a fome, e os infelizes são obrigados a se levantar e bater no vidro do primeiro carro parado no sinal.


- Por amor de Deus em dá uma moeda. Não comi nada até agora!


Maltrapilhos, sujos, imundos, são o retrato daqueles que de alguma maneira têm a responsabilidade de zelar pelo bem estar da população. Uma desses criaturas sem presente e futuro, bem pode ser um dos jovens que sobraram na hora da apresentação para fazer o serviço militar obrigatório em uma das Forças. Um que foi incorporado, não teve a necessária instrução, e viu seus sonhos desabarem. Um e outro pode ser aquele marginal que faz mais uma vítima no sinal de trânsito. A imprensa noticia:


“- Chefe de família é assaltado no sinal de trânsito e é morto com um tiro na cabeça!”


As FFAA descuidam-se com o aprendizado do jovem incorporado ao quartel, ou o considera excedente, mas o tráfico o acolhe! Esse jovem é compelido à viver na marginalidade. Marca o seu território, e deixa um rasto de sangue no seu caminho!
Realmente não preciso expor no site a cara desses infelizes que esquecem de suas obrigações como chefes militares.


Eles poderão alegar: “As FFAA não são a palmatória do mundo!” Mas não poderão encobrir a vergonha de suas esposas que os olham entristecidas, com vontade de lhes jogar na cara: “Querido, casei com um jovem sonhador, honesto; mas hoje você me envergonha. Não me sinto bem acompanhando-o em uma recepção! Seu filho se nega falar para os amigos que o pai é um general do Exército brasileiro. Sua namorada o deixou. Alegou que não teria coragem de num futuro encarar a presença de um sogro que para ela parece um covarde!”
Coisas de família!


Eu vejo estes chefes militares no rosto faminto de um pedinte nas ruas. Eu os vejo no rosto de um bandido preso e levado para a cadeia por um policial. Essas vítimas do destino representam o esquecimento de quem por dever deveria zelar pelo seu povo!
Não postarei no site o rosto desses incompetentes. As ruas não deixam de ser as suas vitrines. E quem quiser vê-los ao vivo, é só assistir a uma formatura e se deliciar com a farta distribuição de medalhas militares. Se o cidadão é um bandidão de colarinho branco, pode crer que faz parte do grupo de homenageados!


A miséria não deixa de ser fruto da covardia! Dos que se negam como serem humanos; e daqueles que por dever de ofício cabem zelar pelo futuro de uma nação jovem que se renova a cada dia, mas envelhece a cada hora!
É a sina de um povo sem esperança, dominado pela mentira, por falsas promessas e pelo descaso!


O Brasil nunca precisou tanto de um líder como agora!


http://www.jgpimentel.com.br

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