15 de mar de 2012

Capitão Pimentel analisa friamente o atual comando das "Forças Armadas" do Brasil


Ir à luta, é preciso!
José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB


Uma análise superficial do texto do General de Exército Antônio Araújo de Medeiros (reunião do dia 12/03/12, com o Cmt do Exército), chega-se a conclusão que o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, não é uma má pessoa.

Até tem apresentado uns rasgos de preocupação com os seus comandados, - como a circular em que lembra as unidades que devem receber com fidalguia e respeito o pessoal da reserva, tratando-o pelo posto, e não apenas pelo nome,- mas na ação completa de autoridade militar, tem uma atitude obsequiosa, que mascarada na palavra ‘disciplina’, o revela um homem em eterno conflito, portando-se como um chefe rigoroso, e em outras ocasiões, deixando transparecer o seu lado pouco afeito à atitude.

Não é capaz de ponderar quando recebe uma ordem absurda. Com isso é-lhe negado até o direito da escolha do equipamento a ser comprado e usado na Força. Essa fraqueza moral o transforma numa autoridade omissa, leniente e covarde.

Tem um comportamento típico revelado nas palavras do ex presidente da república Juscelino Kubitschek: ‘militar faz continência’. E obedece que é uma beleza! Bajula igual uma criança quando quer ganhar um doce. Daí ter-se transformado em um mercador de medalhas.

Não existe um único ex terrorista, ex guerrilheiro, político acusado de roubar o Erário, empresário sonegador de impostos, ministro e secretário de estado ordinário,- em fim, a ralé da natureza humana,- que ele não tenha condecorado ‘por relevantes serviços prestados ao país e ao Exército!’ Essa fraqueza expõe a instituição militar que se transformou na Geni da canção do compositor Chico Buarque:

"Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!”

O general Enzo Martins Peri está alinhado com o governo, mas é mais acessível do que seu antecessor. Aceita críticas, até contundentes de seus comandados imediatos, fato que não acontecia com o General Francisco Roberto de Albuquerque.

Esta figura quando fazia uma reunião só ele falava e advertia os presentes para escutá-lo sem interromper. Sua arrogância,- embora tenha sido um covarde nas mãos do ex ministro da Defesa, José Viegas Filho, que o obrigou a redigir três notas, até achá-la condizente no desmentido do caso Vladimir Herzog,- chegou ao ponto de entregar em uma bandeja de prata ao inimigo um companheiro, dizendo que o Exército não ia fazer nada para livrá-lo da ação que se movia na justiça.


Como já se disse,‘o poder é solitário!’

Precisamos cerrar fileira em torno do comandante do Exército. Ele está sozinho. Mal assessorado, e cercado por um Ministério da Defesa que tolhe as suas ações e o obriga a praticar atos que, provavelmente, não o faria se tivesse autonomia no seu comando.


Forças estranham confabulam contra a ordem interna no país. Na área da defesa vêem-se umas FFAA depauperadas, a tropa desmotivada vivendo seus piores dias da história, com salários aviltantes. Agem-se no sentido de transformar as FFAA em organizações doutrinadas para atender aos desejos obscuros dos governantes de plantão.

Querem acabar com os Colégios Militares, modificar o currículo das Academias Militares, enfraquecer a Escola Superior de Guerra, criando uma similar, montada em Brasília, mas a serviço da doutrinação que alimenta mentes e corações de um partido político corrupto, direcionado ao ideário do sindicalismo social comunista.

Um projeto que fará das FFAA o braço armado dos que se acham donos do país, e pretendem se perpetuar indefinidamente no poder. Nesse aspecto, lendo com acuidade o texto, nota-se que além do comandante do Exército, outras figuras já estão alinhadas com o governo. O que temos de melancias enrustidas dentro da instituição militar não está no gibi. Essas traíras chegam a ocupar chefias de grandes unidades, colocando em risco a unidade das FFAA.


Nessa corrida para a montagem de um poder paralelo a serviço dos donos do poder, vimos a criação de uma Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), bem equipada, com os melhores policiais escolhidos à dedo nas corporações estaduais, e bem pagos, enquanto as Forças Auxiliares estão à míngua, passando necessidades financeiras, pilotando viaturas obsoletas, armamento arcaico, muitos policiais militares morando em favelas, colocando em risco suas vidas e de seus familiares, porquanto os marginais, lá encastelados, mandam e desmandam, ainda que com a fachada de favelas pacificadas.

No Rio Grande do Sul, o ex- ministro da Justiça e atual governador do estado, Tarso Genro, fez aprovar na Câmara Estadual um projeto de lei que altera os critérios de acesso às promoções dos policiais brigadianos. As promoções passam a ter critérios gerenciados pelo governo, criando uma nova categoria de oficiais, doutrinados para servir aos governos e não ao estado. Logo ter-se-á uma Brigada Militar entrando em confronto com as FFAA. Tudo que sonha os comunos-petistas!
Em meu humilde ponto de vista sugeria que os oficiais generais e coronéis na reserva ou reforma, com influência dentro da instituição militar, devem se articular com os comandantes de unidades e manter em estado de alerta as FFAA.

Temos que formar uma corrente de solidariedade entre a ativa e a reserva, fortalecendo a autoridade do comandante do Exército. Não podemos permitir que uma ordinária de uma secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, diretores de ONGs pagas e a serviço do governo, juízes e promotores da ala podre do judiciário, mancomunados com a situação, se arvorem em justiceiros e caiam de pau em cima dos militares que, recendo ordens superiores, saíram em campo e lutaram contra os subversivos, derrotando-os, evitando que implantassem uma nova forma de governo, nos atrelando ao comunismo vigente na ex-URSS.

Esses comunistas hoje estão com a corda toda, caem como uns urubus em cima de suas presas, querendo burlar a Lei da Anistia e levar ao banco dos réus os que lutaram pela pátria. Não podemos permitir esta afronta às FFAA brasileiras!


Rio de Janeiro, 14 de março de 2012. 
http://www.jgpimentel.com.br

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