16 de mar de 2012

Jornalista paraibano " Nonato Nunes"- " Além dos FATOS "


"A REVOLUÇÃO DAS BICHAS?"

Por Nonato Nunes/ PROFATOS

“A Revolução dos Bichos” é o título de uma das maiores obras literárias do século 20. Concebido pelo anglo-indiano George Orwell, a obra teria passado por maus bocados se lançada nos tempos do feminismo petista. O autor poderia ser acusado de “comportamento discriminatório” por “privilegiar o sexo masculino em detrimento do oposto” (digo do feminino). Assim, os modismos da “lulolinguística” estariam se impondo às boas regras das gramáticas Histórica e Normativa. Orwell usou o plural “bichos” em sentido genérico, completo. Imagine se a obra de Orwell tivesse o seguinte título: “A Revolução das bichas.”

Quando a ciência fala da espécie humana ela se refere a “O Homem”. Mas, segundo as feministas, o gênero teria de se sobrepor à espécie. O vocabulário científico se adequaria, assim, a “regras” impostas pelos modismos semânticos advindos da “guerrinha dos sexos”. Imagine o embaraço em que se meteria uma feminista que discursasse para um plateia onde existisse apenas um homem em meio a um numeroso grupo de mulheres. Ora, a Língua Portuguesa resolve o problema com o uso do adjetivo “todos”, englobando assim ambos os sexos. Imagine se a nossa expositora tivesse a ousadia, em nome de suas convicções pessoais, de dizer: “Todas e todo”. O “todo”, claro, se referiria ao cidadão que ali se encontrasse como único representante do sexo masculino. Seria uma aberração linguística incomensurável, capaz de fazer Antônio Houaiss se mexer no túmulo.

Ora, não disse Jesus Cristo ser Ele “O Filho do homem”? Nos dias de hoje o “Filho de Deus” seria execrado pelo feminismo mais exacerbado. Corrija-se Senhor Jesus: Filho do Homem...e da Mulher. O movimento feminista pode se constituir ainda numa “ameaça” à própria Santíssima Trindade. É que só são citados o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Como elas podem estar vendo nisso uma espécie de “machismo sagrado”, é bem possível que seja organizado um movimento para corrigir essa “falha”. E aí teríamos um “Santíssimo Quarteto” com a adição de uma figura feminina, pois seria “discriminação” esquecer alguma representante do movimento entre as figuras do sagrado católico. Sim, temos a Virgem Maria, mas não parece que ela esteja muito interessada numa “guerra dos sexos”. Não, não, definitivamente Ela jamais seria uma Betty Friedan, a lendária representante do movimento feminista americano e que depois veio a se saber: ela apanhava do marido.

Assim, caro leitor, quando citar “Os bichos”, não esqueça “As bichas”. Eu, hem!

Um abraço e até a próxima.

Nonato Nunes- PROFATOS- parceiro do Blog Ponto de Vista

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