16 de mar de 2012

Voz do Capitão Pimentel ecoa na "Família MILITAR" das F.A


Situação de penúria já atinge os altos escalões das Forças Armadas
Por José Geraldo Pimentel
Cap. Ref. EB

Tem-se falado da situação precária em que se encontram os militares, principalmente os menos graduados, do posto de capitão aos sargentos e cabos. No entanto não se houve uma voz de nenhuma autoridade militar, questionando este quadro de miséria. Chega a ser aviltante perceber que um oficial superior da Polícia Militar do Distrito Federal perceba vencimentos superiores ao de um oficial general do Exército. A fonte pagadora é a mesma: o Ministério da Fazenda. Por que só se houve falar em reequipamento das FFAA, - pura falácia,- enquanto existe um silêncio sepulcral quando o assunto é a defasagem dos vencimentos dos militares?

Será que os equipamentos são autônomos, prescindem da presença do homem? Ou as autoridades militares medraram diante do governo, e acham que o militar pode sobreviver com salários reduzidos, e o pior, desprestigiados diante de organizações outras que pela Constituição estão hierarquicamente em situação inferior às das FFAA?

Olhando o contracheque de um oficial general, vê-se que viver pendurado no cheque especial, e em empréstimos bancários não é privilegio de oficiais de patentes inferiores e graduados. A FHE elucida este caso. No contracheque aqui exposto, pertencente ao Gen Ex Antônio Araújo de Medeiros, vê-se um desconto de dois mil reais, tomado naquela fundação (FHE - empréstimo simples, como está anotado no documento). Ele é um felizardo porque eu tenho desconto consignado (descontado em folha de pagamento) de dois mil e seiscentos reais, e tenho empréstimo bancário avulso e estou com a segunda parte do décimo terceiro salário comprometido. A primeira parte nem cheguei a ter o gosto de ver depositada na conta corrente.

No final do ano a segunda parcela terá o mesmo destino: Sumir automaticamente da minha conta corrente.

Quem tem fome, tem pressa, já dizia Betinho.

Será que nós oficiais de postos inferiores e graduados (subtenentes, sargentos e cabos), vamos ser obrigados a iniciar uma revolução pela fome, atirando na testa de chefes militares que nos dão as costas? Será que nós oficiais de postos inferiores e graduados (subtenentes, sargentos e cabos) seremos obrigados a invadir palácios e sedes de judiciários, para exigir que acordem para a situação de penúria em que nos encontramos? É esperar e ver!

NOTA:

Alguém já se perguntou quais as reais causas que levaram ao suicídio três oficiais generais nos últimos meses? (Lembrando: no Haiti, Juiz de Fora e Brasília). No desespero um pecúlio e a pensão deixados pelo militar faz toda a diferença. Melhor do que assistir impotente à família passando necessidades. Militar não rouba. Depende dos vencimentos para prover o sustento da família!
www.jgpimentel.com.br

1 comentários:

Anônimo,  19 de março de 2012 14:18  

Já tem bolsa familia, bolsa escola, bolsa esporte bolsa isso bolsa aquilo, queremos a bolsa militar, R$1,200,00 no salário família por dependente e mais 135% de reposição salarial

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