3 de nov de 2012

O escritor Celso Afonso Brum, analisa criticamente a "A EXISTÊNCIA DE DEUS"



MAIS UMA PROVA DA EXISTÊNCIA DE DEUS
Por  Celso Afonso Brum Sagastume*

No meu livro "Vencendo a Morte - Uma análise filosófica" eu uso as ciências Astrofísica, Física, Meteorologia, Bioquímica, Biologia, etc.) e a matemática (Lei das Probabilidades) para provar a existência de uma inteligência superior e superpoderosa no Universo (que podemos chamar de Deus); naquele estudo eu comprovo que a existência da Vida não pode ser
fruto de fenômenos aleatórios... 

Pois bem, desta vez eu vou partir de algo mais simples (¿será?): a inteligência humana - que é outro fator incontestável.

Antes de falar da inteligência humana vou falar da inteligência biofísica (ou bio-eletroquímica) - que existe em todos os seres vivos (inclusive nos seres humanos). 

Todos os seres vivos possuem algum grau de inteligência;
porém, é uma inteligência muito limitada - baseada em padrões de
comportamento voltados à sobrevivência e a adaptação ao meio. Somente os seres humanos são dotados de uma inteligência criativa superior - capaz de criar coisas e conceitos inteiramente novos. 

Foi esta inteligência superior que proporcionou um salto evolutivo aos seres humanos - criando um abismo
entre a inteligência humana e a inteligência de qualquer outro animal. 

Como esta inteligência superior não está limitada pelas leis da física; eu a defini como "inteligência metafísica".

Sobre a chamada "inteligência artificial" (dos computadores, robôs, ou outros tipos de máquinas): ela é muito semelhante à inteligência biofísica; só que 'ensinada' (programada) pelos seres humanos; o que a torna uma inteligência paralela à inteligência humana - apenas com uma capacidade muito maior de realizar operações lógicas (matemáticas) e maior capacidade
de armazenamento de dados (memória), porém quase sem nenhuma capacidade criativa.

A inteligência superior dos seres humanos é um fato incontestável; e, como está comprovado que esta inteligência não tem uma origem física bio-eletroquímica) - já que nenhuma lei física se encaixa na dinâmica da inteligência humana - ela só pode ter origem em uma inteligência ainda maior
e superpoderosa; que, por definição, só pode ser Deus. 

E mesmo que a ciência venha a descobrir alguma lei que proporcione o desenvolvimento de uma inteligência superior nos seres humanos, essa lei tem que ter partido de  algo inteligente - que, mais uma vez, só pode ser Deus - já que as
probabilidades mostram uma impossibilidade matemática de que fenômenos aleatórios possam se tornar algo inteligente e perpétuo, ao mesmo tempo.

A clássica linha de pensamento da "causa primeira" - refutada por céticos e ateus - também pode ser válida para comprovar a existência de Deus. 

Porém, se o Universo for cíclico (o que ainda não se tem certeza), não há uma "causa primeira". De qualquer forma, Deus poderia ter sempre existido e, em algum momento, ter criado, ou dado ordem (através de leis inteligentes) ao Universo que conhecemos. 

Se Deus sempre existiu (assim como a proporção
matéria/energia, da famosa equação de Einstein: E = mc2) é óbvio que ninguém precisaria ter criado Deus. Mas, não saber a origem de Deus - se é que existe alguma origem - não significa ter que refutar a possível origem do Universo através deste conceito (Deus) - já  que sobre o Universo se sabe muita coisa enquanto que sobre Deus não se sabe quase nada: se é singular ou
plural; se é composto ou se compõe; se contém ou se está contido...

Baseado em todas as análises possíveis para a nossa existência, a única explicação que resta é a de que só existimos porque Deus (seja lá o quê oucomo ele for) existe.

Vejam bem que estou falando de um conceito de Deus (uma superinteligência superpoderosa) e não de um deus criado pelas fantasias e desejos dos homens e das religiões. 
O Deus que deu origem, ou ordem, ao Universo, e
inteligência superior aos seres humanos, não tem quase nada a ver com nenhuma religião; mas tem tudo a ver com a busca que o ser humano faz para entender a sua própria existência.

Aproveito a ocasião para mostrar um pouco da visão de Albert Einstein - tão próxima da minha, como verão abaixo...

EINSTEIN x BÍBLIA

Os crentes sempre gostaram de repassar falácias e mentiras sobre Einstein e sua suposta crença religiosa. Mas, acredito que depois da divulgação da carta (verdadeira) que Einstein escreveu falando de suas (des)crenças e da Bíblia eles vão parar com estas mentiras; ou vão passar a considerar Einstein como um 'filho do demônio' - como é típico dos fanáticos que não aceitam opiniões contrárias a deles.

Einstein, nascido na Alemanha de uma família judia, diz na carta que pertence "com prazer" ao povo judeu, mas, ao mesmo tempo, mostra uma posição de distanciamento em relação às religiões.

"Essa carta, na minha opinião, é realmente de significado histórico e cultural, já que são pensamentos pessoais e privados daquele que é provavelmente o homem mais inteligente do século 20" - disse Eric Gazin, presidente da Auction Cause.

Na carta em resposta ao livro "Escolha a Vida: A Chamada Bíblica à Revolta",no qual o autor sustenta a idéia de que os judeus eram um povo escolhido de "alma incorruptível"; Einstein escreveu: "Para mim, a religião judaica é, da  mesma forma que todas as outras, uma incarnação das SUPERSTIÇÕES mais
INFANTIS. 

E o povo judeu, ao qual eu pertenço, e que tem uma mentalidade com a qual tenho uma afinidade profunda, não tem, para mim, uma qualidade que o difere de qualquer outro povo ... não consigo ver nada de 'escolhido' sobre o povo judeu".

No final de sua vida, Einstein se mostrou contrário às religiões. Mas ele acreditava em Deus? Não exatamente, como se lê em uma carta escrita em 24 de março daquele mesmo ano: "Foi, é claro, uma mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que foi repetida de forma
sistemática. 

EU NÃO ACREDITO EM UM DEUS PESSOAL, nunca neguei isso, mas expressei de forma clara. Se algo em mim pode ser chamado de religioso, é minha ilimitada admiração pela estrutura do mundo que nossa ciência é capaz de revelar".

Na carta a Gutkind, Einstein disse que a palavra "Deus" nada mais era do que "a expressão e produto da fraqueza humana, e A BÍBLIA É UMA COLEÇÃO DE
PRIMITIVAS LENDAS INFANTIS".

"Nenhuma interpretação, não importa quão sutil, pode mudar isso [para mim]",
escreveu o físico.

*Celso Afonso Brum Sagastume, 49, é gaucho de São Sepé, Rio Grande do Sul. Formado em Engenharia pela Universidade Federal de Santa Maria, mas sempre se interessou por outros assuntos, como por exemplo Psicologia, Sociologia e Filosofia.Escritor, entre as suas obras mais importantes, estão “A busca da Felicidade através das Relações Humanas” (1999), “Utopia Real - Um outro mundo é possível” (2002), “Como Realizar Seus Desejos” (2004). Todas estas obras foram lançadas através da editora Reflexão.
N:B- Artigo encaminhado para publicação pelo autor

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