27 de fev de 2014

Mulheres de Militares da Ativa das F.A com Militares da Reserva se encontram com Paulo Paim e desabafam a indignação dos excluídos


Em debate, militares e parentes manifestam insatisfação com salários e benefícios

Por Gorette Brandão

Agência  Senado




Durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quinta-feira (27), militares da reserva e familiares de integrantes das Forças Armadas ainda na ativa falaram das insatisfações com os baixos salários e os benefícios da carreira.
Os militares cobram, entre outros pontos, o pagamento de um reajuste salarial de 28% ainda pendente em relação a diversos subgrupos, referente ao antigo sistema de reajuste na data-base do período inflacionário. Seria uma dívida salarial já reconhecida pela Justiça, da ordem de R$ 5 bilhões. Houve ainda apelos pela correção de discrepâncias de tratamento entre servidores situados no mesmo grau hierárquico.
O senador Paulo Paim (PT-RS), que pediu a audiência e dirigiu os trabalhos, ao fim se comprometeu em solicitar audiência com o ministro da Defesa, Celso Amorim, para tratar das reivindicações. Deverá ainda ser solicitada a presença dos comandantes das três Forças (o general Enzo Peri, do Exército; almirante Julio Soares de Moura Neto, da Marinha; e o tenente-brigadeiro do ar Juniti Saito, da Aeronáutica) e de uma comissão de oito dirigentes de entidades dos militares da reserva e das famílias dos ativos.
Logo depois da reunião, em entrevista, Paim informou que a presidente da CDH, senadora Ana Rita (PT-ES), e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também se dispõem a acompanhar a audiência. Sobre a audiência pública, Paim disse que os depoimentos mostraram a existência de uma situação grave e um clima de insatisfação generalizada.
- É e preciso que se estabeleça um diálogo com eles – disse.
Para o senador, ficou evidenciada a necessidade de um plano de reestruturação das carreiras militares, para que todos possam “viver com dignidade”. Os depoentes citaram a situação de oficiais com longos anos de serviço com ganho mensal que vai pouco além de R$ 3.500. No caso de um recruta, o soldo – o nome para os ganhos na área militar - fica abaixo do salário mínimo.
- Quando mostraram contracheques, vimos que os salários deles não dão para pagar o aluguel de uma simples morada na periferia de Brasília, não no Plano Piloto – disse Paim.

Causa Qesa

Ficou também decidido que ainda na próxima semana deverá ser encaminhado aos comandantes das três Forçase ao ministro da Defesa um documento com a síntese das reivindicações. A lista inclui a chamada Causa Qesa (Quadro Especial de Sargentos da Aeronáutica), reivindicação para que seja estendido a esse agrupamento o mesmo nível de ascensão funcional assegurado aos cabos femininos que, em 1984, foram promovidas à graduação de terceiro-sargento, com direito a chegar ao nível de suboficial.
O presidente da Comissão Nacional do Quesa, Eduardo Souza Silva, afirmou que o quadro feminino conseguiu o acesso direto, de cabo a terceiro-sargento, por meio de uma mera portaria do então ministro da Aeronáutica, Délio Jardim de Matos.
- Não existe nenhuma justificativa para que os militares do sexo masculino não sejam contemplados com o direito à promoção. A portaria é mais do que discriminatória, é inconstitucional – afirmou.
Outra distorção teria sido provocada pela Lei 12.158, de 2009, que abriu caminho para que os taifeiros da Aeronáutica – os taifeiros trabalham na preparação e distribuição de alimentos - ganhassem o direito de serem promovidos até a graduação de suboficial na reserva remunerada. No entanto, mesmo ocupando o mesmo patamar hierárquico, os cabos das três Forças não contam com essa possibilidade de avanço. No máximo, chegam a terceiro-sargento, levando 20 anos para alcançar essa posição.

Menções a Dilma

O presidente da Associação dos Militares da Reserva, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas (Amarp), Genivaldo da Silva, salientou que emendas a uma medida provisória que tramita agora no Senado atendem parte das reivindicações dos militares, inclusive a correção do salário-família e do auxílio-moradia. Ele apelou para que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), coloque a matéria em pauta e para que a presidente Dilma Rousseff conserve as mudanças. Por sinal, Dilma foi mencionada em diversos momentos da audiência, como alvo de pedidos de atenção e mesmo críticas por suposta indiferença em relação aos militares.
- Falta consideração com a família militar, com aqueles que defendem a soberania do Brasil – disse Genivaldo.
Para Ivone Luzardo, que preside o Partido Militar Brasileiro, o argumento de que não há recursos para atender os militares não é aceitável. Ela lembrou que para outros tipos de gastos o governo não tem problema para arranjar dinheiro, inclusive, como lembrou, para construir um porto em Cuba ou para perdoar dívidas de diversos países. Dito isso, cobrou o pagamento integral e retroativo do reajuste de 28% ainda pendente.
Esposa e filha de militar, a presidente da Associação da Mulher Amarp, Miriam Cristina Dienstmann Stein, observou que os militares da ativa não podem fazer greve nem têm o direito de formar sindicatos. Porém, destacou que todos votam e precisam “ter voz, não podendo ficar excluídos da sociedade”.
Ela ressaltou ainda a relevância da missão militar na defesa do país, no suporte à população em catástrofes e até mesmo na condução de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apesar disso, observou que as Forças Armadas não conseguem orçamento para seus investimentos e a garantia de ganhos justos para seus quadros.
- Por isso, a evasão é muito grande. Bem preparado, o militar vai fazer concurso e ser aprovado, abrindo mão do sonho de ser militar em prol de um salário mais digno para manter sua família – disse.

Omissão

Kelma Costa, que preside a União Nacional de Familiares das Forças Armadas e Auxiliares (Unifax), pediu a todos para que mantenham o lema “fé na missão”, mesmo estando “esgotados”. Com relação ao reajuste de 28,86%, ele observou que a questão se arrasta por 12 anos e nada se resolve. Disse que outras reivindicações já podiam estar sendo negociadas, caso a pauta não estivesse obstruída com antigas questões.
- Infelizmente, a tropa está entregue a um comando omisso, que não se preocupa – afirmou.
Depois de apresentar um contracheque de um terceiro-sargento, no valor total de R$ 1.461,00, Kelma indagou como é possível sobreviver com soldo tão reduzido. Queixou-se ainda da ausência de ajuda de custo para moradia ou de acesso a um programa “Meu barraco, minha vida”. Em contraste, ela lembrou que os soldados da Policia Militar de Brasília vão ganhar R$ 7 mil mensais, como resultado da recente mobilização.
Kelma aproveitou ainda para mandar um “recado” a presidente Dilma, a quem lembrou que a “família militar” é composta de 5,2 milhões de membros. “Não somos um grupinho que surgiu em qualquer lugar, não”, reforçou. A seguir, convocou as mulheres das famílias de militares para que se organizem e lutem.
- Seus maridos não podem, pois está na Constituição, mas vocês podem. A mudança começa nos seus lares –



Médicos cubanos

Acompanhou a audiência o deputado federal Izalcir Luicas (PSDB-DF), oficial da reserva, que disse que os militares estão de fato "sem prestigio” no governo. Segundo ele, há “discriminação forte”, bastando ver os cortes no orçamento e a falta de investimentos estratégicos. Observou ainda que o governo paga R$ 10 mil a um médico cubano, “sem nenhum preparo”, um salário acima do previsto para profissional da área em concurso aberto para o Hospital das Forças Armadas.
Logo em seguida, Paim apelou a todos para que evitassem uma discussão partidária, observando que isso não ajudaria em nada. Disse ainda que os problemas nas Forças Armadas são antigos, atravessando diversos governo, de diferentes partidos.
- Queremos uma política de Estado para as Forças Armadas, e não desse e daquele governo - disse.
O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, participava no mesmo momento de audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), para debater a aquisição dos novos caças para equipar a Força. Ele, que havia sido convidado para o debate, junto aos demais comandantes militares, justificou sua ausência por meio de um recado à CDH e se colocou à disposição para receber a comissão que está sendo formada para tentar abrir negociações.
Paim concedeu a palavra a diversos militares da reserva presentes, entre eles o sargento Antonio da Silva Neto, que se referiu ao quadro de penúria enfrentado pelos militares e lamentou que chegassem ao ponto de serem obrigados a tratar publicamente desses fatos, o que chamou de "expor as vísceras". Para ele, essa é uma situação "completamente na contramão da coisa certa".

OPINIÃO DA BLOGUEIRA:
  •  O problema que vejo em relação a reunião ocorrida na Comissão dos Direitos Humanos do Senado, no último dia 27, é que é a segunda vez que a Comissão se reúne e nada de concreto acontece. Se observarem com atenção nos dois vídeos, o da primeira reunião ocorrida em 25 de março de 2013, e o atual, observa-se que o senador Paulo Paim(PT-RS), está totalmente distante, inclusive, reparem, quando as câmeras o focam, nem atenção à fala de nosso pessoal. O que será que está atrás desta encenação, aí está a questão. Novamente, me valho deste espaço, para parabenizar os discursos dos representantes, porém, enquanto o Bolsonaro, representantes do Ministério da Defesa, do Planejamento, e generais que tem o comando da Tropa, não estiverem presentes nos debates, nada ACONTECERÁ! E para que isto aconteça, a FAMÍLIA MILITAR das F.A deve ir às ruas. Da CASERNA deve sair LÍDERES que agregarão o efetivo da ATIVA. Fato que ocorreu em APUCARANA-PR, em 2008, quando o capitão Luiz Fernando Walther de Almeida, em prol da TROPA, tomou a Prefeitura da cidade, com o propósito de expor a realidade do abandono salarial que atravessava seus comandados. E claro, participações efetivas dos Clubes Militares, associações militares etc... devem tb apoiar e contribuir para com a mobilização. Amigos, por mais que as mulheres e homens de bem, da reserva, se sacrifiquem pela nossa causa, será em vão. Dilma, e seu partido só reconhecem a ferramenta que se chama MOBILIZAÇÃO. Caso contrário, usarão artifícios como este da reunião da comissão dos direitos humanos, somente com o intuito de CALAR a TROPA. E a TROPA não pode ficar CALADA. 
  • O militar jurou morrer pela PÁTRIA, mas não de FOME !

7 comentários:

Luiz carlos Braga,  28 de fevereiro de 2014 19:09  

Prezada amiga Lígia e demais amigos desse nobre espaço.

Após ter assistido e ouvido atentamente todos os vídeos e manifestações decorrentes dessa Audiência Pública realizada em Brasília, respeitando as opiniões contrárias, tenho a dizer o seguinte: Assistimos a mais um ato dessa interminável farsa governamental. Embora pareça muito interessado, não é de hoje que o Senador Paulo Paim, do PT, vem sendo o interlocutor do governo junto a questão salarial dos militares e na condição de pau-mandado, vai continuar nesse mesmo blá, blá, bla ad-eternum sem que nada seja resolvido de fato. Já ficou mais do que manjado todo esse jogo de cena. Muitos por aqui falam da necessidade de união, quando na verdade a hora presente necessite muito é de ação. Não somos cidadãos de terceira categoria somente com deveres a cumprir e impostos a pagar, sem que os nossos direitos sejam assegurados na forma da Lei. É um deboche, um verdadeiro acinte saber que um Soldado da Polícia Militar do DF tem salário superior ao que é pago a um 3º Sargento das FFAA. Como deixou claro a Sra Kelma Costa em sua fala, se dependermos de Celso Amorim e dos atuais comandantes das FFAA, nunca conseguiremos o que nos é devido, por justo direito e há muito tempo. O caso dos 28,64%, deixa claro que o governo está cagando e andando para uma decisão, já transitada em julgado, emanada da mais alta Corte do país. Afinal, não temos que pedir nada a ninguém e sim exigir que sejamos tratados e reconhecidos pelo que temos perante a sociedade e em razão do nosso papel constitucional. Acordem irmãos da ativa! Amanhã vocês estarão nas mesmas condições que nós. É chegada a hora de dar um basta nessa farsa revanchista e inconsequente que há anos vem sendo perpetrada por essa corja que detém o poder da nação. O que temos assistido nos últimos 20 anos é uma sistemática tentativa de desmoralizar as FFAA perante a sociedade, nos atacam frontalmente através dessas tais comissões das meias verdades e tantas outras maneiras e nós, o que fazemos? NADA. Eles já descobriram a principal fraqueza da classe militar: A DISCIPLINA E A HIERARQUIA, PILASTRAS BASILARES DAS FFAA, SERÃO SEMPRE OS MAIORES OBSTÁCULOS PARA A REALIZAÇÃO DE UMA EFETIVA AÇÃO CONCRETA VISANDO ACABAR DE UMA VEZ POR TODAS COM ESSA PATIFARIA.

Em tempo: Aproveito a oportunidade para externar o aqui o meu respeito e a minha admiração por essas mulheres guerreiras que, dentro das suas exíguas possibilidades, vêm travando há anos uma luta sem trégua, em prol dos mais justos e tardios anseios da familia militar.

Rambo,  28 de fevereiro de 2014 21:19  

Concordo plenamente com o comentário do Sr. Luis Carlos Braga. Dá-se a impressão de que é apoio do Senador Paulo Paim. Quase acreditei.
Vamos ser realistas. Após a absolvição dos quadrilheiros, podemos ver que o próprio STF está engessado. Exclui-se os Ministros que são sinceros, porém é minoria. Isso é muito grave.!!!

Anônimo,  28 de fevereiro de 2014 23:20  

Não estamos conseguindo a atenção para conclusão de propostas, porque não existe posição firme dentro das forças armadas visando alcançar exito das questões solicitadas. primeiro é preciso nossos comandos estarem unidos no interesse do pessoal que é o mesmo da força, pois os interesses não são só necessidades individuais, são conjuntas. uma força com profissionais de nível, só se fazem com bons salários e formação. se dona Dilma não tem interesse em ouvir a força é porque não tem interesse com a segurança da nação. e além do que uma força preparada visa não só abranger as fronteiras mas também o interior do pais onde o inimigo pode se alojar e desconstruir a coesão dos estados. o brasil precisa de profissionais que estejam não só preocupados com a guerra mas com as calamidades internas que podem ocorrer.
A nação Brasileira necessita parar este ano para revisar seus acertos, seus erros, reunindo antes das eleições todos os partidos e forças políticas atuantes ou não que desejam expor seus pontos de vista, para criar condições as mudanças que o pais precisa. não ha no vosso meio, gente capaz de polemizar novos horizontes, procurem no meio do povo tenho certeza que existem.
O próprio governo deveria ter a iniciativa de produzir o evento, depois não venha na propaganda eleitoral dizer que tem solução, pois eu seria franco e diria... porque não o realizou.

Anônimo,  3 de março de 2014 06:27  

A Comissão de Direitos Humanos só procura militares para justificarem os abusos ocorridos durante o período de 1968 a 1979. Sem essa pauta esta comissão seria inócua, pois a tortura e as “vítimas” são o combustível que a mantém. A imagem da tortura no Brasil são os militares, daí vc não observar nenhum interesse da Comissão, na figura do Paulo Paim (PT-RS, ex-CUT), por qualquer reivindicação dos militares.

Para a comissão, militar dissociado de tortura e opressão não serve para nada. Outro lado que tenho sempre em mente é a política do PARTIDÃO em relação as FFAA. É notório que o objetivo maior é a neutralização ou, se possível, a extinção dos militares, enquanto instituição nacional capaz de se opor as aventuras totalitárias de quaisquer que sejam os partidos, facções e coletivos externos e internos.

O PARTIDÃO mantém os militares sob vigilância e rédea usando os seguintes artifícios: no Congresso o Paulo Paim assoprando quando o pessoal se inflama. Vem com o discursinho interesseiro de que está com os militares. Isso enquanto eles estão quietinhos sem atrapalhar só reclamando do soldo.
No MD o ministro diplomata que vaselina os comandantes e bate o pezinho quando não é do seu agrado, ameaçando com contingenciamento diferenciado caso o comandante não fique quietinho. Na mídia patrocinada e aparelhada quando os assuntos militares são sempre destacados para denegrir e negligenciados ou tratados sem interesse quando para elogiar.
Formam uma imagem distorcida das FFAA para a população. Minam constantemente o relacionamento entre superiores e subordinados, buscando criar uma disputa entre os postos aos moldes das lutas classistas entre patrões (superiores) e trabalhadores (subalternos).

Esse artifício vem se tornando ano a ano mais eficaz. Essa experiência anteriormente foi nefasta para o PARTIDÃO.
Hoje a tática é outra mais amena e eficaz. Colocam as famílias dos militares contra os militares despertando as ansiedades geradas em uma sociedade onde a vida sem a remuneração apropriada gera sempre discussão e confronto. Nenhum marido (mulher) se sente bem em ver sua família em uma situação de pobreza por causa do seu trabalho. Numa situação de privação sem reconhecimento ou expectativa de melhora. Nenhum marido gosta de ver seu trabalho criticado por seus parentes e exigido quanto a ações que no contexto não pode tomar. Essa é a tática, atacar a união das famílias militares, gerando insegurança e incerteza quanto ao futuro. Em outra mão desacreditar os Líderes desestimulando suas ações ou isolando-os de seus comandos. Concluindo: Acabando com a sociedade militar e marginalizando seus componentes diante da sociedade, que não conhece seus méritos e sacrifícios. Os militares são uma ameaça e como ameaças são tratados.

O aumento do soldo é uma UTOPIA.
É mais certa a diminuição do poder de compra do soldo do que o seu aumento compensatório.
O pagamento da Marinha, assim como o das outras FFAA, vem do Orçamento da Força.

O efetivo das FFAA é fixado por lei, então o valor pago aos militares e civis das FFAA é fixo e pesa no Orçamento. O que sempre aumenta é o número de reservistas (RM1), reformados e pensionistas o que causa o aumento de vencimentos a serem pagos anualmente com a aposentadoria dos militares.

Esse aumento de pessoal não é compensado no Orçamento da Defesa. Só resta então diminuir o valor das necessidades restantes e cobrir os soldos. Por isso acho que aumento substancial ou por lei vai ser muito difícil. Já esta faltando comida nos quartéis. Os expedientes estão sendo diminuídos em função do dinheiro existente, com prejuízo dos treinamentos, manutenção e modernização da Forças. Melhorias nas OMs são esquecidas em função do dinheiro existente. Hospitais deixados em segundo plano também devido a cortes no Orçamento.
Por Julio B Leite

Anônimo,  3 de março de 2014 06:30  

Fuga em massa de militares de carreira, que, desiludidos com o sonho, buscam uma vida melhor na realidade de suas qualificações em relação ao status quo vigente no mercado de trabalho brasileiro.

Esse desabafo é uma análise que faço tendo em mente suas palavras, os comentários no blog até então e os diversos vídeos e reportagens veiculadas sobre a famigerada reunião da Comissão de Direitos Humanos do Congresso, que sempre achei e acho mais um “cala boca” e um termômetro usados contra nós militares. Deixo no ar a pergunta: Por que o Jair Bolsonaro não é dessa comissão? Porque não estava lá? Quem é por nós nesse governo de corruptos e patifes? Porque o Ministro da defesa e os Comandantes de Força não comparecem à uma reunião considerada tão importante e fundamental. Fiquemos de olho!
Por Julio B Leite

PADilla Prof. LUiZ Roberto Nuñes PADilla 4 de março de 2014 16:08  

Carta comprova ditadura:
Está sendo implantada com ajuda da omissão de todos nós!

A Carta de Fidel ao Hugo Chaves:
comprova o projeto Marxista para a América Latina, incluindo o Brasil.
Os psicoPaTas que controlam a política adotam as mesmas estratégias contidas na Carta de Fisel.
Estamos na 3ª Etapa. 'Eles' chegarão aos seus objetivos aproveitando a omissão e desinteresse da maioria pelas coisas importantes do país; usam o ópio do povo - emoções do futebol e do carnaval.

Pensem no futuro e dos seus filhos e netos vivendo numa ditadura, oprimidos e na miséria!

Estamos a um passo do ponto onde não há retorno!

Insegurança e falta de Liberdade!
Saúde, educação e estradas públicas sucateadas!! Dívida pública de 2 trilhões maior parte surrupiada na maior corrupção da história!!! Está muito pior do que em 1964! #acordaBrasil #foraDilma #foraPsicoPaTas

O que está acontecendo na América Latina?

As verdadeiras intenções deste (des)governo estão contidas na carta anexa, enviada por Fidel Castro a Hugo Chavez enquanto este ainda era vivo e depois morreu em Havana, que montou a farsa que Chavez ainda vivia.
Basta atentar para algumas das muitas "coincidências" assinaladas, de fatos já ocorridos no Brasil dos PeTralhas.

Lamento o grande PMDB que sempre se vangloriou da resistencia a democracia, e hoje é joguete nas mãos do PT que paga o preço a peso de ouro, muito ouro a certas lideranças mal intencionadas.

Esquerda ou Direita é mero posicionamento das pessoas, porque nesta hora o que interessa é a grana que vai entrar no bolso, infelizmente a um custo caro e dolorido, inclusive para os filhos e netos do PMBD, que não escaparão das verdadeiras intenções dos PeTralhas.

Lamento mais ainda as Forças Armadas entorpecidas pelo canto da sereia, esquecendo que são guardiões da Constituição e do povo, daquele povo que caminhou com roupa branca sem bandeiras no Brasil e disse que está vivo, e com isso atordoou os PeTralhas, que tentam legitimar seu poder com marchas do MST, CUT, Sindicatos e outras siglas com bandeirolas, todos pagos regiamente a seu serviço.




TIREM A FANTASIA DE 'PALHAÇO' E LEIAM POR FAVOR:
Terça-feira, 4 de agosto de 2009
*****
Nota: Todas estas “orientações” mereciam destaque em negrito, pela monstruosidade aí contida, por isso privilegiei apenas algumas palavras e o trecho final que fala claramente no Eixo do Mal, tão veementemente negado por “seu” Lula, pelos “intelectuais orgânicos”, imprensa “amiga” e “companheiros de viagem” do Brasil e do mundo. Que isto nos sirva de alerta vermelho, pois a Venezuela está muito próxima de efetivar esta Terceira Etapa e nós já demos muitos passos dentro desta perspectiva medonha e criminosa.
Mensagem encaminhada ----------
De: Delegado Tubino delegadotubino@terra.com.br

Transcrição exata do documento enviado por Fidel Castro ao maligno, o qual compila as linhas gerais das três etapas a seguir (a primeira já cumprida, a segunda em vias de), a fim de afiançar o processo revolucionário na Venezuela.

PADilla Prof. LUiZ Roberto Nuñes PADilla 4 de março de 2014 16:09  

Transcrição da carta de Fidel para Chávez


2ª Etapa de 3:

Para a segunda etapa tens que haver formado Comitês de Defesa da Revolução que os podes chamar de “Bolivarianos”. Faz trabalho comunitário com eles para que te defendam agradecidos. Paga-lhes para que sigam teus alinhamentos (marchas, concentrações). Dos comitês seleciona os mais agressivos para uma força de choque armada que podem necessitar se a coisa se põe difícil. Controla a Polícia, destrua e promova o ódio contra ela. Ponha à tua disposição. Na segunda etapa tens que aprofundar a visão da Revolução. Deve-se mencionar muito a palavra revolução. Isto emociona os pobres.
Aqui tens que fraturar as uniões de trabalhadores e de empresários que podem fazer oposição. Aqui temos que conseguir com que os trabalhadores estejam filiados a uma central paralela. Com dinheiro se consegue. Do mesmo modo, tens que armar uma central de empresários paralela. Ataca os empresários. Acusa-os de famintos, fascistas e particularmente acusa-os de golpistas; faz-te de fraco.
A mente dos homens se situa no mais fraco e na injustiça. Se não o podes comprá-los, fecha os meios de comunicação radial, impressos e televisoras. Tua empresa de petróleo é quem te produz o dinheiro do projeto. Põe uma Junta Diretora Revolucionária. Demite os técnicos e acaba com essa chamada meritocracia.
3ª Etapa
Se tens tudo nesta etapa podes seguir para a terceira. Na terceira etapa podes violar a Constituição porque ninguém vai te impedir. Ordena invasões. Distribui armas, drogas e dinheiro. Acusa-os de espiões e corruptos. Desprestigia-os. Prende muitos jornalistas, empresários, líderes trabalhistas. Os demais escaparão do país ou serão punidos.
Reestrutura o Gabinete. Aqui podes desfazer-te de teus colaboradores. A alguns podes premiá-los e outros desprezá-los pois já não há oposição. Tens que pôr camaradas. Estabelece o chamado constitucionalmente. Estado de Exceção; Suspende garantias. Lança o toque de recolher. Apura-te, olha se o povo te está achando excelente. Fecha todos os meios de comunicação. Destrói Prefeitos e Governadores da oposição.
Anuncia a reestruturação de todas as áreas do Estado e a elaboração de uma nova Constituição. Forma um Conselho de Governo com 500 membros. No Conselho Assessor do Governo estarei eu. Há que fuzilar os opositores que não aprendem. Isso é a única coisa que os silencia e é mais econômico.
Nunca deixes que se organizem, nem deixes que conheçam tuas intenções. Seremos respeitados novamente com o Marxismo-Leninismo. Brasil, Equador, Venezuela e Cuba a passos indestrutíveis. Se vejo que não tens colhões, recolho todo o meu pessoal; podem me matar os militares, quando se ergam, se não me fazes caso. Que estás esperando, Hugo?”

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