12 de mar de 2014

Com a palavra o CAPITÃO PIMENTEL.

O corporativismo no meio militar
Por José Geraldo Pimentel
Cap. Ref. EB

Ultimamente o que se tem visto em termo de crítica de militares da reserva e reformados aos chefes militares são palavras amenas, ditas com cuidado para não melindrar os companheiros. E quando avançam um pouco na crítica, recuam e pedem desculpas. 
Ridículo quando se lê uma dessas críticas. 

Soam mais como uma desculpa do que um alerta que poderia perfeitamente contribuir para dar novos rumos à escalada de abandono em que estão entregues as Forças Armadas. 

Mas cadê coragem e atitude desses senhores! São críticas hipócritas porquanto agiriam da mesma forma que os criticados. 

O corporativismo é vergonhoso e afronta os brios dos verdadeiros militares que estão vendo e sofrendo com as Forças Armadas sucateadas e a tropa vilipendiada com salários que não correspondem ao papel que exerce na defesa do Estado, das instituições, do território nacional, etc. 

Tempo de serviço não significa virtude, capacidade física e tomada de decisão no tempo que o problema exige. Deveria haver um limite de idade para se exercer uma chefia de uma grande unidade militar, principalmente de uma Força. Quem não quisesse permanecer na ativa sob o comando de um companheiro mais jovem, que solicitasse a passagem para a reserva. 

As decisões precisam ser tomadas com agilidade. O corpo com o passar dos anos não responde mais aos apelos da mente. Desejo que para muitos é só vaidade, porquanto estariam mais confortavelmente instalados em uma cadeira de balanço, do que atrás de um birô. 

A instituição não pode ficar à mercê de um indivíduo que pensa duas vezes para solucionar um problema, quando não chuta a bola para o superior hierárquico, no nosso caso um civil que exerce o Ministério da Defesa e precisa de suporte técnico para tomada de decisão. 

O oficial depois dos setenta anos de idade já não tem tanta disposição física e reflexo mental para exercer um cargo complexo como o de comandante militar. 

Para ser sincero, vejo mais serventia nesses senhores se pilotassem um fogão. Preparassem um café para as esposas, quando têm, que estão velhinhas e precisam de atenções e mais carinho do que quando jovens. Faça uma média e tenha um ser vivo pulsando ao seu lado cheio de carinho e gratidão! Esqueça o quartel. O comando é para ser exercido por militares jovens, cheios de gás e dispostos a ir à luta quando for necessário. 

‘- O inimigo mandou render-se!’ Dirá o chefe militar idoso, baixando as armas com medo de ser fuzilado. O militar jovem saca de sua espada e luta até a morte! São seres diferentes no tempo e na atitude! 

Esse preambulo é para alertar ao Excelentíssimo Senhor General comandante do Exército que ele está sendo demais no cargo que exerce. Seja razoável e passe o bastão para quem tem disposição e coragem para o exercício do cargo. 

O Exmo. Senhor General só tem arrogância. Mostra valentia para os subordinados hierárquicos. É um homem omisso, servil, que confunde covardia com disciplina militar. É pouco afeito à atitude. 

O ex presidente Lula, - o ‘Barba’, ex informante do DOPS / SP, e arruaceiro de portas de fábricas no ABC paulista, - já chamou de ‘bando’ os militares, declarou que dava migalhas para os militares e não tinha medo deles. 

O ex ministro da Defesa, Nelson Jobim, - o domador de leões de circo, que transformou os militares em ‘gados fardados’ - o desafiou, ameaçando exonerar de suas funções os oficiais do Alto Comando do Exército. A ministra chefe da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, - aquela senhora que em boa hora foi chamada de vagabunda pelo deputado federal Jair Bolsonaro, - o trata como cachorro, - não o animal de estimação que é tratado com amor pelos seus donos, mas o vira-lata sarnento que é enxotado na rua, - e o obrigou a assinar um documento em que o Exército assumia que torturava os cadetes na AMAN; fez o site do Exército retirar a menção que fazia sobre a derrubada do governo João Goulart. 

Pergunta: O que o Exmo. Senhor General fez? Nada. Recolheu-se a sua insignificância e não reagiu.

O que respondeu a um dos membros da Comissão Nacional da Verdade quando lhe disse na cara que não admitiria outra intervenção das FFAA na vida nacional? Nada, porque age como um covarde. A única coisa que faz com maestria é distribuir medalhas para ex terroristas e ex guerrilheiros, militantes da luta armada que se confrontaram com as FFAA, e ainda confessa que faz essa gentileza por terem ‘prestado serviços relevantes ao país e às FFAA brasileiras’. 

Daí ter passado a ser conhecido como ‘general mercador de medalhas’! Tão cordato que admitiu que o ministro da Defesa nomeasse como assessor um ex guerrilheiro, José Genoíno. Por sinal um assessor presente que mandou mais no Ministério da Defesa do que o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. A decantada Estratégia Nacional da Defesa (END), contou com a sua participação.

Vê se este ano não vai proibir que se comemore o jubileu da Contra Revolução de Março de 1964. Não será bem sucedido se o fizer! Anos anteriores proibiu: “Esqueçam o dia 31 de março de 1964!” 

Os Black blocs anunciam que vão dar um banho de sangue nos militares durante a Marcha da Família com Deus pela Liberdade que ocorrerá em vários estados no sábado, dia 22. 

Muitos militares da reserva e reformados e seus familiares participarão da marcha. O que irá fazer o Exército para neutralizar a ação desses bandidos subvencionados pelo governo comuno petista da ladra e terrorista Dilma Vana Rousseff? Não irá fazer nada, porque o Exmo. Senhor General pertence ao grupo de fascistas que tomou de assalto o governo. É um vendido. Passou-se de armas e bagagens para o lado do governo. 

O Exmo. Senhor General trai o Exército e a nação brasileira. E não só o senhor; mas toda a cachorrada que está pendurada em um cala boca patrocinado pelo governo. Se não trai a instituição militar abra o verbo, não se mantenha nesse silêncio obsequioso que incomoda as FFAA brasileiras. As pessoas de bem já estão começando a desacreditar no patriotismo das FFAA! 

Por que não toma uma atitude proibindo que se desmoralizem as FFAA? Talvez não tenha respeito pela farda que veste. O Exmo. Senhor General é igual à escola de samba do terceiro grupo que desfila e não empolga. É uma inutilidade como chefe militar. Um camarão que aloja no crânio, ao invés do cérebro, os intestinos. 

Alguém poderá alegar que o comandante do Exército ocupa um cargo político, e não pode se expor desnecessariamente. Seria um ‘anão’ na linguagem do Congresso Nacional. Um político que não aparece, não discursa, não apresenta projeto, só faz número e vota com a legenda a que pertence. Bem dentro de sua característica de um apagão. Um bajulador que diz em voz alta: “A nossa presidentA está fazendo muito pelas FFAA!” O muito do Exmo. Senhor General é um reaparelhamento das FFAA que não sai do papel. 
“- Calma, capitão. A presidentA Dilma Rousseff finge que faz, e nós fingimos que acreditamos!” 

Nas mãos de indivíduos incompetentes como o Exmo. Senhor General Enzo Martins Peri, as FFAA estão se transformando em uma guarda pretoriana, a serviço dos governantes de plantão. 

Uma guarda escrota que é humilhada e avacalhada nos meios de comunicação, através de exposições fotográficas, CD-ROM, filmes na TV, criação de museus, centros de memória, palestras em escolas públicas, esculachada por grupos de vândalos na saída de clubes militares, etc., e não aparece um oficial em posto de comando para tomar uma atitude. Estes senhores medraram. 

Viraram uns medíocres, covardes, que melhor fariam se fossem rodar bolsinha no calçadão da praia de Copacabana! 
Sugiro ao Exmo. Senhor General comandante do Exército, Enzo Martins Peri, em defesa de sua biografia, que peça exoneração do cargo. Permita que um oficial de pulso possa restaurar a dignidade da Força, e salvar a nação enquanto há tempo!

Rio de Janeiro, 10 de março de 2014.

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