12 de mai de 2014

Representantes dos militares seguem à Brasília em busca de solução imediata, às reivindicações da FAMÍLIA MILITAR das F.A

Associações convocam os militares para nova reunião no dia 13 de maio no SENADO.
Por Revista Sociedade Militar

O ministério da Defesa não deu as respostas prometidas para o final de abril e as associações partem agora para o Senado.

A situação dos militares federais é bastante diversa da enfrentada por outras categorias de profissionais da segurança pública. Na medida em que os militares perderam status, principalmente com a ascensão dos governos de esquerda ao poder, as parcas reposições salariais deixaram de cobrir a defasagem causada pela inflação.

Um militar ou pensionista que recebe um salário de 3.000 reais hoje, depois de um ano, tem uma perda de cerca de 210,00 reais mensais, se levarmos em consideração uma inflação de 7% ao ano. Depois de longos períodos de perdas, os "reajustes" concedidos não se prestam nem para quitar os empréstimos contraídos.

Observando os contracheques de militares e pensionistas dificilmente se encontrará um que não acumule vários empréstimos consignados.

As coisas aos poucos vão esquentando, 2014 parece ser um ano chave. Essa semana boatos na internet avisavam que esposas poderiam bloquear a saída dos quarteis onde se concentrarão os militares escalados para ações de garantia da lei e ordem na Copa do Mundo; há duas semanas Kelma Costa disse, em frente a Parlamentares e membros do Ministério da Defesa, que a situação está insustentável, quase a ponto de os militares realizarem algum tipo de paralisação. Ivone Luzardo declarou receber ligações desesperadas em seu celular, militares que se diziam dispostos a ações desesperadas por conta da penúria salarial.

Nunca havia se ouvido dentro do Congresso advertências desse tipo. 

O semblante dos parlamentares e militares presentes se mostrou assustado, as últimas manifestações coletivas de militares brasileiros foram ha muito tempo, e culminaram com os eventos de 31 de março de 1964. 

"Nós vamos fazer como todo mundo faz, prender um é fácil, prender dois é fácil. Eu quero ver prender TRÊS MIL, QUATRO MIL..."

A imprensa tradicional, temendo a repercussão, preferiu se calar, mas a internet não se cala, e a frase ecoou centenas de vezes por sites de todo o Brasil e até na Europa.

As associações de Militares estarão reunidas com o Presidente do Senado na próxima terça - dia 13 de maio as 14 horas - querem saber o por que do absurdo adiamento da votação da Medida Provisória 2215, que subtraiu uma série de direitos dos militares. 

De provisória a medida não tem mais nada, pois está em vigor por mais de 10 anos. Na pauta de discussão com o SENADO está a questão da promoção na transferência para a inatividade e o retorno da LESM a cada 10 anos, ou o acréscimo proporcional ao fim da carreira.

A frase “não é só por 16 centavos” escrita na camisa do sargento que pulou da ponte Rio x Niterói e escalou a estátua de Deodoro no centro Rio (VEJA AQUI) tem sido usada como uma espécie de lema dos embates por melhorias salariais.

O valor ínfimo pago como auxílio família para os militares se tornou símbolo da situação salarial trágica, enfrentada ha anos. Há informações de que Kelma Costa, representante da UNIFAX, deve entregar uma bala ao Presidente do Senado, no valor de R$ 0,16.



N:B- Matéria liberada para publicação pelo site Revista Sociedade Militar.

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