1 de out de 2014

Minissérie da Record retrata fielmente o lado obscuro do jogo "POLÍTICO" no Brasil

Sensacional a estreia desta minissérie da Record. Aliás, providencial, já que na próxima semana, milhões de brasileiros irão às urnas, eleger seus mandatários. Adianto que assisti na íntegra a estreia do primeiro capítulo e me surpreendi pelo roteiro . 

O autor Marcílio Moraes, foi fiel em expor em detalhes a mais expressiva manifestação popular ocorrida em 2013, nas capitais São Paulo e  Rio, onde a ação da " massa", surpreendeu a classe política em geral. No início a manifestação tinha a intenção de baratear o transporte coletivo e ampliar o Passe Único para estudantes. 

Nem as próprias lideranças, conseguiram compreender como a reivindicação ganhou espaço e ampliou as pautas reivindicatórias. 

E tudo começou via redes sociais, que mostrou a sociedade brasileira a importância da internet  e a força democrática deste veículo de comunicação. 

Atuações de Gracindo Júnior, como governador do Rio ( Guido Flores), da atriz Jussara Freire como ex-namorada do governador na década de 60, do ator Milhem Cortaz como deputado federal João Titino, entre outros, realmente é de se orgulhar pelo alto nível de interpretação. Jamais imaginaria que a emissora do bispo Edir Macedo pudesse ter a coragem necessária de abrir espaço para tema político tão polêmico, cuja realidade, derruba os conceitos utópicos e de ficção. 

A mensagem subliminar é rica e vale a pena fazer esse registro, já que as eleições estão chegando. Inclusive faço um adendo aos amigos do Facebook sobre uma passagem neste primeiro capítulo, onde há uma reunião entre integrantes de sindicatos da saúde com deputado eleito por essa categoria, que discute com seus aliados sobre adiar a greve proposta e aguardar novas negociações com o governador. A reação dos integrantes em relação ao deputado que queria poupar o desgaste do governador, foi extremamente revelador: " Deputado, você foi eleito pela categoria, lembre-se disto. E nossos trabalhadores exigem sua postura em nossa defesa". Pois é, amigos. 

A frase martelou e muito a minha mente,principalmente em referencia a luta  salarial dos militares das F.A. Se temos representantes no Congresso Nacional, eleito pela nossa categoria, porque não somos representados em nossas reivindicações? 

Há anos a defasagem salarial é de mais de 123%, segundo alegam representantes da Família Militar das F.A, então pergunto aos amigos,onde estão os nossos representantes? 

Por que os militares das F.A estão esquecidos? 

E a resposta está mais do que clara. Não exigimos destes representantes TRABALHO em favor dos nossos direitos. É vergonhoso não ter até o momento nenhum representante sério que abrace a nossa causa. Amigos, a FAMÍLIA MILITAR está totalmente a deriva, assim como a sociedade brasileira. Votar apenas em candidatos militares não resultará em benefícios para  ninguém. Porém, dar voto de confiança em militares para adentrarem à política e depois COBRAR, talvez resulte positivamente. 

O POVO brasileiro, nós, da FAMÍLIA MILITAR, somos os verdadeiros responsáveis pelo atual quadro  de penúria que atravessamos. Parabéns à Record pela belíssima minissérie.

Fonte: Rede Record 

Foto: R7 

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