21 de abr de 2015

DJOKOVIC: uma lenda mal compreendida, mas amada.

Reflexão e Contemplação de uma cinquentona

Os anos se passam e sinto que apesar dos” ites “bursite, artrite e outros “ites” aparecendo, tenho me tornado mais observadora e detalhes que tempos atrás passariam despercebidos, hoje consigo visualiza-los e analisa-los com uma rapidez impressionante. 

Talvez possa ser também começo de demência, mas não acredito. 

Sou fã de Tênis, não abro mão de assistir os torneios que são transmitidos pela TV. Para mim, o tênis é um esporte completo e deveria ser incentivado pelo governo como ferramenta para a inclusão social. Mas segundo o ex-presidente Lula, o tênis é só para rico, lamentável essa visão equivocada de um ex-presidente. 

Porém, não vou me aprofundar sobre esse assunto, porque o tema que proponho é outro neste universo fantástico deste esporte.  

O objetivo central é tentar entender o porquê que Novak Djokovic, o número 1 do mundo e lenda do esporte não é respeitado como deveria ser.  

Não é a primeira vez que o príncipe de Mônaco, Albert II, mostra o seu descontentamento quando o sérvio está em quadra e principalmente quando vence o torneio. 

Em 2013, fato semelhante ocorreu.  Desta vez, ou seja em 2015, o príncipe assistiu somente à partida entre Djokovic e Nadal. E no final do jogo, acenou para Nadal e saiu rapidamente do camarote. 

Realmente para mim foi uma afronta ao número 1, já que acabou sendo ignorado pela alteza . Agora fato mais estranho ocorrido foi no dia da final entre Djoko e Berdych, onde o príncipe Albert fingiu mal estar e fugiu do protocolo real que seria entregar o título para Djokovic. A arrogância deste príncipe é lamentável. 

Observei atenta que todos os jogos de Djokovic foram marcados pela falta de respeito de uma turma de ricaços tolos que no bar Vip do recinto, gargalhavam sem parar e de costa para a quadra central, simplesmente ignoravam o evento. 

Em um jogo anterior de Nadal , que não me recordo se foi com o Ferrer, o qual o touro ganhou, Djoko estava no corredor para entrar para jogar e deparou-se com Nadal, o espanhol simplesmente o ignorou, friamente o cumprimentou. 

Que bom que as câmeras atualmente são hipersensíveis e captam tudo o que os dirigentes dos Torneios gostariam de esconder. 

Não só no Torneio de Monte Carlo presenciei esses fatos, mas em outros torneios da ATP 1000, também. 

No caso de Miami, Indian Wells, Nadal era o querido dos dirigentes. Em DUBAI o prestigiado era o Federer.

E continuo pensando cá com os meus botões, será que essa discriminação contra o melhor do mundo, do qual sou fã de carteirinha, seria por que é sérvio e porque não aceitou se tornar britânico em seu começo de carreira?  Ou o excesso de exposição de Djokovic  nas mídias e geralmente atuando  em brincadeiras, poderia ter o resultado contrário do pretendido pela equipe de marketing?  Bom, as análises continuam, mas é melhor deixar que você leitor, faça as suas.

Só sei que Djokovic é atualmente o melhor e já tornou-se uma lenda do tênis. 

Lígia Leal- editora do Blog Ponto de Vista

2 comentários:

Anônimo,  22 de abril de 2015 12:37  

Prezada amiga Lígia. Eu não sabia que você era aficionada do tênis, esporte que pratico há mais de 40 anos. Hoje, infelizmente estou no estaleiro e fora das quadras, haja vista ter sido submetido a uma artroplastia total do quadril direito (colocação de uma prótese) justamente em razão do tênis (esforço repetitivo). Mesmo assim, pretendo voltar a praticá-lo em breve. Um grande abraço - Braga

Lígia Leal 23 de abril de 2015 08:28  

Meu amigo Luiz Carlos, o Tênis é apaixonante. Djokovic para mim é o melhor dos melhores. O acompanho desde 2007 e me impressiona a sua evolução.Nas quadras ele se tornou lenda e fora das quadras também. Soube por um amigo que vive na França e é casado com uma sérvia, que a "Fundação Novak Djokovic" tem trazido aos excluídos sociais e filhos da Guerra, dignidade e esperança. Segundo as informações que me foram repassadas, ele faz mais para seu país do que o seu próprio Estado. Imagine aqui, amigo, se as celebridades do Esporte fizessem o mesmo? Abraços,
Lígia Leal

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